.

Acervo

.

Explore nosso acervo! Fique por dentro do maior blog do mundo sobre Clarice Lispector!

Deixo um trecho de Um Sopro de Vida, livro lançado em 1978.

Deus é uma coisa que se respira. Eu não tenho fé em Deus. A sorte é às vezes não ter fé. Pois assim um dia poderá ter A Grande Surpresa dos que não esperam milagres. Parece, aliás, que milagres acon­tecem como maná do céu sobretudo para quem em nada crê. E essas pessoas nem notam que foram privi­legiadas. Cansei de pedir. Para que o milagre aconteça é preciso não esperá-lo. Nada mais quero. Eu sou a noite e Ele é o vaga-lume. Meu tema de vida é o nada.

Em breve um novo layout em nosso blog!

Clarice

.


Clarice Lispector ganha estátua no Leme, a 1ª de uma artista mulher no Rio

.

Estátua foi instalada neste sábado (14) na Pedra do Leme, orla da zona sul



Tendo como paisagem a orla de Copacabana, o morro Dois Irmãos e a Pedra da Gávea, a escritora Clarice Lispector passa a ser homenageada a partir deste sábado (14). A estátua da escritora, projeto acalentado desde 2013, já ocupa a mureta da Pedra do Leme, com a expectativa de atrair ações culturais.

Fonte: R7

Quiz: a frase é de Caio Fernando Abreu ou de Clarice Lispector?

.

Será que você conhece a obra de Caio Fernando Abreu bem o suficiente para descobrir quais frases são de sua autoria e quais são da escritora nascida na Ucrânia e radicada em Pernambuco? Teste seus conhecimentos.

Clique aqui para jogar!

Fonte: Zero Hora.

95 anos de Clarice Lispector

.

Faz hoje 95 anos do nascimento de Clarice Lispector, ocorrido numa aldeia ucraniana; ela recebeu o nome de Haia Lispector (modificado para "Clarice" quando a família chegou ao Brasil, em 1922).

Não consigo escolher somente um texto para comemorar esta data, mas este trecho está entre os meus favoritos:

"Existe um ser que mora dentro de mim como se fosse a casa dele, e é. Trata-se de um cavalo preto e lustroso que apesar de inteiramente selvagem – pois nunca morou antes em ninguém nem jamais lhe puseram rédeas nem sela – apesar de inteiramente selvagem tem por isso mesmo uma doçura primeira de quem não tem medo: come às vezes na minha mão. O seu focinho é úmido e fresco. Eu beijo o seu focinho. Quando eu morrer, o cavalo preto ficará sem casa e vai sofrer muito. A menos que ele escolha outra casa e que esta casa não tenha medo daquilo que é ao mesmo tempo selvagem e suave. Aviso que o cavalo não tem nome. Basta chamá-lo e acerta-se logo com o nome. Ou não se acerta, mas uma vez chamado com doçura e autoridade, ele vai. Se ele fareja e sente que um corpo-casa é livre, ele trota sem ruídos e vai. Aviso também que não se deve temer o seu relinchar: as pessoas enganam-se e pensam que são elas mesmas que estão a relinchar de prazer ou de cólera, as pessoas assustam-se com o excesso de doçura do que é isto pela primeira vez".

Fonte: Uma aprendizagem ou o Livro dos Prazeres (1969).